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Manaus: dicas de restaurantes, passeios e lugares legais pra visitar.

Está com vontade de conhecer o Amazonas e não sabe por onde começar? Aqui te conto várias dicas mais legais do que fazer e onde comer em Manaus (com base na viagem que eu fiz).

Manaus é a cidade mais populosa do estado do Amazonas e fica localizada no centro da maior Floresta Tropical do MUNDO: a nossa Floresta Amazônica. Fundada em 1669, mas legalmente reconhecida como cidade em 1848, Manaus fica localizada na confluência dos famosos Rio Negro e Solimões (ou rio Amazonas).

O Amazonas foi um dos principais produtores de borracha, nos famosos tempos áureos do Ciclo da Borracha, entre 1879 e 1912, o que atraiu muitos imigrantes estrangeiros que passaram a viver aqui. Por ser uma das maiores exportadoras, Manaus atraiu muita riqueza e passou por várias transformações, incluindo serviços de transporte coletivo, eletricidade, água e telefonia, além dos muitos materiais importados da Europa. Afinal, já que eles passavam muito por aqui, a cidade tinha que ter suas referências europeias – essas que vivem até hoje – muitas delas tombadas como patrimônio histórico.

E foi aí que a cidade começou a crescer.

Isso é só um pouquinho da história da nossa Manaus.

Fui conhecer melhor o norte do país, explorar um pouco a cultura de quem vive no Amazonas, experimentar a culinária e viver experiências regionais, e vi o quanto tudo isso é significativo pra nós, brasileiros.  A gente tem que conhecer melhor a nossa história, saber de onde viemos, saber quais são as nossas origens e o que o nosso país tem de rico pra oferecer pra gente, e pra quem vem de fora. Deveria ser parada obrigatória, pra nós e para os gringos que passeiam pelo Brasil também.

O que pude perceber nessa visita, é que poucos de nós brasileiros, e principalmente a galera que mora no sul e sudeste do país, damos o valor devido ao norte. O turismo lá ainda não é tão explorado, como em muitas outras cidades do nordeste, por exemplo.

Mas EI PESSOAL ali eles escondem um paraíso! Aldeias indígenas, encontro das águas, botos nadando pelo rio, ribeirinhos vivendo em comunidades flutuantes, uma cidade com muitas cachoeiras, uma torre de 200 e tantos degraus que de lá do alto você pode ter vista privilegiada da floresta amazônica, diversas espécies de peixes de rio, e outros tantos ingredientes pouco conhecidos, como tucumã, puxuri, uarani, açaí, tapioca e mais uma infinidade de bichinhos, folhas e frutos. 

Segundo a experiência que tive em 5 dias pela região manauara, fiz um guia completinho de tudo o que eu vivi e o que eu mais curti.

Está indo pra lá pela primeira vez e quer dicas do que fazer e onde comer? Pegue o seu caderninho e pode anotar todas as minhas sugestões abaixo:

Onde me hospedei?

Villa Amazônia:

O Villa Amazônia fica localizado no centro de Manaus, do ladinho do Teatro Amazonas, e ele é o primeiro hotel boutique da região. A fachada (e parte do restaurante e da recepção) faz parte de um imóvel original da época da Borracha (que expliquei melhor ali em cima) e o prédio que abriga os quartos é uma construção atual. Uma boa mistura do passado com o contemporâneo.

Com decoração 100% amazonense e objetos que foram garimpados em antiquários, e outros que fazem até parte da família dos proprietários, o hotel é PURO charme! Lindo, impecavelmente organizado, atendimento sensacional e com uma localização ótima. Sem falar na piscina, que é um show a parte – belíssima (e um ótimo cenário para as fotos!), e muito útil pros dias quentes que fervem a cidade manauara.

O quarto é espaçoso, tem ar condicionado, serviço de quarto 24h…. ah! falando nisso, dentro do hotel tem o renomado restaurante FITZ – Carraldo com muitas opções deliciosas no cardápio (vale a visita mesmo se você não estiver hospedado por lá!), não dá pra sair sem comer o cheesecake de cupuaçu.

E por último, e não menos importante, o café da manhã completinho com muuuuuitas opções deliciosas.  Tem pratos tradicionais de Manaus, como o açaí, farinha de tapioca, tapioca com tucumã e queijo coalho, geleia de cupuaçu e tantos outros, e os clássicos que a gente também adora, pão de queijo, várias opções de bolos, frutas, cereais… Dá pra comer bem e ir curtir os passeios com tranquilidade.

Nota MIL pro Villa Amazônia. Indico de olhos fechados :)

 

Mais infos:

Hotel Villa Amazônia

Endereço: Rua 10 de Julho, 315 – Centro

Passeios que valem o rolê!

Tour Safári Amazônico:

O tour consiste em:

♡ passeio com os botos;

♡ visita à tribo indígena Tatuyós;

♡ almoço em um restaurante flutuante + lojinha de souvenirs amazônicos + vitórias régia;

♡ passagem pela Vila do Catalão (onde a população ribeirinha mora em casinhas flutuantes) + observar o pirarucu de pertinho;

♡ encontro das águas (entre o Rio Negro e o Rio Solimões OU Amazonas).

O valor é: R$180 com traslado hotel – porto – hotel | R$150 sem traslado

O tempo de duração é de: 8 horas | 8h30 até 16h30 (mais ou menos)

Uma dica: leve dinheiro trocado pra comprar coisinhas na tribo e pagar sua bebida no almoço.

*Observação importante: as visitas não acontecem as segundas, quartas e sextas porque o Ibama não permite a atividade com os botos durante esses dias, pra eles não ficarem atordoados.*


Fiz esse tour com a empresa Amazon Explorers, que recomendo muito, eles foram nos buscar no hotel lá pelas 8h15 e fomos de van até o porto de Manaus pra pegar um barquinho que seguiu em direção aos botos. Os botos ficam soltos pelo rio, você pode entrar (ou não), pra ficar bem pertinho deles. Mas não pode gritar, tocar, nem usar filtro solar, repelente ou qualquer produto que possa prejudicá-los. Vamos ser legais com os botinhos e deixá-los curtirem seu habitat livres, sem muito stress, né?! Eu não mergulhei com eles, fiquei apenas os observando aparecerem lá longe no meio do rio….

Saindo de lá fomos conhecer a Tribo Tatuyós. Eles nos recebem em um casarão, que eles chamam de Maloca, em um nível abaixo da tribo deles, pois não podemos invadir sua área para fazer turismo. Os Tautuyós nos receberam muito bem, senti que eles estavam até um pouco assustados (acho que aquilo tudo, por mais que seja um turismo comum, ainda é muito fora da realidade deles), mas foram muito queridos e educados. O chefe da tribo nos explicou todos os rituais que eles fariam, e eles começaram as danças bem ali, na nossa frente. Em um dos rituais, eles nos puxaram pra dançar. Uma energia fora do comum – acredite, é uma sensação diferente e muito bacana! Depois eles te dão a chance de tirar fotos, fazer uma maquiagem (com urucum e carvão), comprar os itens feitos pelo pessoal da tribo, e dá também pra trocar uma ideia com eles (que são super acessíveis). Vale cada segundinho da visita.

Agora bora almoçar! O restaurante flutuante é honesto, comidinha por quilo gostosa, com uma vista estupenda pro rio negro. Você pode dar a sorte, como eu, de ver macaquinhos passeando por ali. Rola dar uma passada pra apreciar as vitórias régia e comprar uns souvenirs (caso queira).

O passeio continua em direção a Vila do Catalão, e você consegue ter uma mínima noção de como eles vivem por ali em suas casinhas flutuantes às margens do Rio Negro. Todos eles tem o barco como meio de transporte, e por lá, além das casinhas, tem escola, mercado, padaria, igreja… como um bairro mesmo. A diferença é que eles vivem sobre o mar, e caso queiram mudar a casinha de lugar, podem ir pra onde quiserem.

Uma paradinha pra ver os pirarucus e continuamos rumo ao famoso encontro das águas. O barco para bem onde acontece o encontro das águas e você consegue claramente ver o Rio Negro se encontrando com o Rio Amazonas. Não dá pra acreditar em como a natureza é maravilhosa, né?!

O passeio termina aí e você volta levemente chocado com o tantão de coisas diferentes que existem nesse Brasilzão.

Mais infos:

Amazon Explorers

Endereço: Av. Mário Ypiranga, 1300 – Adrianópolis


Cachoeiras de Presidente Figueiredo:

O tour pelas cachoeiras de Presidente Figueiredo consiste em:

♡ visita à Cachoeira Iracema (com direito à mergulho);

♡ almoço em um restaurante em Presidente Figueiredo;

♡ uma breve passagem pela corredeira do Urubuí;

♡ visita à Cachoeira do Santuário (com direito à mergulho).

O valor é: R$200 com traslado hotel – porto – hotel

O tempo de duração é de: 9 horas | 9h até as 18h (mais ou menos)

Uma dica: passe repelente, leve dinheiro trocado para pagar sua bebida no almoço, vá de tênis para enfrentar as mini trilhas, leve toalha pra se secar, e um chinelinho pra você colocar depois de mergulhar nas cachoeiras.


Também fiz esse tour pela empresa Amazon Explorers. Eles foram nos buscar no hotel, como no passeio do Safári, e fomos direto para Presidente Figueiredo.

Presidente Figueiredo é um município do Amazonas, que fica localizado a mais ou menos 110km de Manaus, ou seja, por volta de 1h30/2h de distância. É conhecida como a “Terra das Cachoeiras”. O turismo por lá é muito forte, pois existem mais de 100 quedas d’água espalhadas pela cidade, além das muitas trilhas, cavernas e cachoeiras lindíssimas.

Antes de ir para as cachoeiras, paramos no restaurante (que não lembro o nome ://) para escolhermos o peixe que almoçaríamos (assim eles já deixaram na churrasqueira até dar a nossa hora de almoçar), e aí bora seguir viagem até a primeira parada.

E a primeira parada do passeio é a Cachoeira de Iracema. Pra chegar até lá é necessário fazer uma trilha leve, de mais ou menos 20 minutos – sem muitos perrengues. Ouvimos dizer, do nosso guia Francisco, que aquela floresta abriga onças e alguns escorpiões – mas as onças não dão sinal de vida, e bem, sobre os escorpiões é bom ficar de olho onde pisa. Mas é tudo beeem tranquilo, vá atento e sem pressa, que não tem stress nenhum. Chegando lá, eles dão uns 30 minutos pra entrar na água (que é beeeem vermelinha e um pouco gelada) e apreciar a vista. Não dá super pra mergulhar, porque tem muitas pedras – fique de olho.

Saindo de lá, bora voltar pra van e ir até o restaurante almoçar! O peixe sai da churrasqueira pronto e quentinho, e os acompanhamentos você pega em um buffet singelo no fundo do restaurante. Eles oferecem no “self service” arroz, feijão, farofinha, banana frita, mandioca, salada e vinagrete. Tudo bem caseirinho, com gosto de quero mais, sabor de comida de mãe. *Lembrando que a bebida você paga a parte, o almoço já está incluso no valor do passeio.

Pra fazer aquela digestão maneira, fomos dar uma volta ali pela corredeira do Urubuí, que parece muito com uma praia, tem um pedação de areia, e vimos muuuuitas crianças pulando na água e sendo levadas corredeira abaixo até onde a água fica mais tranquila – daí eles voltam e fazem isso mais um milhão de vezes he he. Parece divertido. E o lugar é bem tranquilo.

Saindo dali, fomos para a Cachoeira do Santuário. Também é necessário andar um pouquinho através de uma trilha tranquila, de menos de 10 minutos, para chegar até lá. Logo na chegada é possível ver a cachoeira bem de pertinho e da pra ver a imagem da santa, que “apadrinha” o local. Atravessando uma ponte, a gente chega em um outro cantinho mais “de boa” da cachoeira, onde rola mergulhar no rio, que também é vermelhinho, mas muito mais tranquilão que a cachoeira da Iracema. Ali a gente ficou bem pouquinho, no máximo 10 minutos, mas foi muito gostoso!

Fim do passeio e bora voltar pro hotel (levamos pouco mais de 2 horas, porque a van deixa todos os turistas em seus hoteis).

Mais infos:

Amazon Explorers

Endereço: Av. Mário Ypiranga, 1300 – Adrianópolis

O que não dá pra deixar de fazer em Manaus?

MUSA (Museu da Amazônia):

O Museu da Amazônia, mais conhecido como MUSA, fica distante do centro da cidade, mas vale o rolê. O museu tem uma área gigante de floresta, e abriga o Jardim Botânico, com algumas trilhas, diversos tipos de animais, flores, árvores, frutas, além das exposições, laboratórios (serpentários, borboletários, aquários, etc.) e a famosa Torre de Observação, de onde é possível ver toda a floresta láááá do alto.

A entrada guiada tem horários específicos (é bom dar uma ligada antes para confirmar quando saem as turmas), mas caso você queira passear por lá sem ter uma visita guiada, também rola. O legal da visita com guia, é que eles dão explicações bem técnicas sobre absolutamente tudo – é ali que a gente descobre que não sabe de o monte de coisa que esse Brasil tem pra oferecer  =)

Subir na Torre de Observação é parada OBRIGATÓRIA pra quem vai pra Manaus. São mais ou menos 230 degraus até chegar lá no alto, e a vista vale CADA degrau. Se você fica em silêncio é possível ouvir apenas o som da natureza, dos pássaros, macacos e outros tantos bichos que vivem por ali. De lá dá pra ver a variedade imensa de árvores que moram ali dentro do museu. Eu fui na parte da manhã, mas dizem que assistir o pôr-do-sol de lá é de tirar o fôlego.

Valor: Visita Guiada – R$50 | Visita Não Guiada – R$30

Mais Infos:

MUSA

Endereço: Av. Margarita (antiga Uirapuru), s/n – Cidade de Deus

Horário de Funcionamento: todos os dias (exceto quartas-feiras), das 8h30 – 17h (o portão de entrada fecha às 16h)


Teatro Amazonas:

O Teatro é o cartão postal de Manaus. E desde 1966 é Patrimônio Histórico Nacional tombado.

Ele foi inaugurado em 1896 nos tempos áureos do Ciclo da Borracha e representa riqueza e luxo, tudo isso exigido pela sociedade naquela época, que desejava que a cidade se igualasse aos grandes centros culturais. A arquitetura renascentista faz referência às cidades europeias.

A cortina que sobe e desce em cima do palco do Teatro é original da época, pintada a mão. Outros elementos, como pintura do teto, cadeiras, pisos, também são mantidos os originais. A decoração é nobre, lindísissima, de encher os olhos. É um teatro imponente! Ao sentar nas poltronas, você consegue até voltar um pouquinho no tempo, e imaginar as grandes óperas que rolavam por ali, e as pessoas de renome ocupando os camarotes com suas vestimentas espetaculosas. hehehe

O Teatro não só recebe óperas, como peças e shows.

Visita imperdível!

Valor: Visita Guiada – R$20 | Visita Não Guiada – R$10

Mais infos:

Teatro Amazonas

Endereço: Praça São Sebastião, s/nº – Centro

Horário de Funcionamento: ter-sáb 9h-17h | dom 9h-14h


Museu de Manaus:

O Museu de Manaus é super novinho, foi inaugurado em 2018, isso mesmo, no ano passado. Na verdade, ele existe desde 1982, mas nunca efetivamente teve um museu ali, ele nem havia sido inaugurado. Em 2005 o projeto foi retomado e inaugurado em outubro de 2018.

Esse museu é super interativo, dividido por salas, e em cada uma delas tem um tipo de guia, que vai te explicar sobre o que se trata, ou te dar orientações pra brincar com as interações. Logo no lobby de entrada existe um paredão com diversas coisas típicas da cidade, temperos, ingredientes, objetos de decoração, instrumentos, etc, ali já dá pra você tirar o montão de dúvidas que provavelmente rondam sua cabeça desde a sua chegada em terras amazônicas.

Tem sala mostrando a evolução do mapa amazônico, outra que expõe quadros de todos os governadores da cidade e mais o montão de coisas legais.

Os Amazonenses tem muito orgulho de sua história estar sendo contada de maneira tão atual, todos eles recomendam a visita. Passe por lá e adquira um pouquinho da cultura deles, que é valiosa!

Valor: é gratuito!

Mais infos:

Museu de Manaus

Endereço: Paço da Liberdade – Rua Gabriel Salgado – Centro

Horário de Funcionamento: ter-dom 9h-17h


Mercado Adolpho Lisboa (Mercadão de Manaus):

O famoso mercadão foi inaugurado em 1883, também láááá nos tempos áureos da Borracha. E assim como o Teatro Amazonas, a arquitetura é toda cheia de referências europeias, inclusive, ele foi todo construído com material vindo da Europa. O prefeito da época em que o Mercado estava sendo levantado, deu o nome para o mesmo: Adolpho Lisboa. Ah! Desde 1987 também é patrimônio tombado.

Olha que curiosidade bacana, o mercado tem duas fachadas completamente diferentes: uma que fica virada para o Rio Negro e a outra para a via.

O Mercado, como em todas as cidades, abriga várias barracas que oferecem alimentos e produtos regionais, como os famosos peixes de água doce, frutas (dos mais diferentes tipos), ervas, temperos, objetos de decoração, etc.

Quer descobrir um pouquinho mais sobre a cultura amazônica? Dá uma passada por lá!

Mais infos:

Mercado Adolpho Lisboa

Endereço: Rua dos Barés, 46 – Centro

Horário de Funcionamento: seg-sáb 6h-18h | dom 6h-12h


Galeria Amazônica:

A Galeria é uma loja com vááários artigos de decoração/bijouterias regionais. Lá é um bom lugar pra comprar suas lembranças amazonenses.

Existe uma diversidade bem grande de cestos, colares, brincos, anéis…. tem também quadros, instrumentos musicais, redes, potes e mais o montão de coisas bacanas!

Vale a visita, valem as compras! Mas ó, o valor das coisas não é lá muito barato.

Mais infos:

Galeria Amazônica

Endereço: Rua Costa Azevedo, 272 – Centro

Horário de Funcionamento: seg-sáb 8h-18h


Restaurantes com os melhores lanchos!

Banzeiro:

Pra viver a experiência completa em Manaus, tem-que ir no Banzeiro comer de entradinha a formiga na espuma de mandioquinha. É isso mesmo. Formiga Saúva, daquelas beeem grandonas. Parece assustador, mas posso falar? Ela é bem saborosa e um tanto quanto crocante. Lembra muito o sabor do capim limão.

Já que você está em Manaus, é hora de experimentar coisas diferentes e tradicionais, certo?

O Banzeiro é um dos restaurantes mais conhecidos da região e foi um dos mais recomendados tanto por turistas, quanto por nativos. O chef Felipe Schaedler é natural de Santa Catarina, mas mora no norte do país há tantos anos que virou manauara de coração. Apaixonado pela Floresta Amazônica e pela quantidade de ingredientes que nosso Brasil tem pra oferecer, Felipe traz uma culinária delicada, com toques de alta gastronomia e repleta de raízes nossas.

O premiado Banzeiro não é um restaurante imponente. É espaçoso, com decoração regional e atendimento excepcional. Fui em uma sexta-feira no horário do almoço e estava lotado de grandes grupos.

Não é super barato, mas vale cada centavo do que se paga. De entradinha, além da formiga, pedimos pasteizinhos variados (camarão, pirarucu com banana, pato, tucumã, camarão e aviú – que é tipo um mini camarãozinho) de comer rezando real. E o prato principal era leve, delicado e saboroso: uma matrinxã assada com molho de limões e um purê delicinha de abóbora.

Os pasteis saem por uns R$20 e poucos, a formiga também e o matrinxã (que serve tranquilamente duas pessoas) R$119, se não me engano. Não me lembro bem os valores, mas sai nessa média.

É parada obrigatória e pra mim um dos melhores pratos que comi durante a viagem – concorrendo em primeiro lugar com a costelinha de tambaqui do Moquém do Banzeiro que te conto aqui embaixo.

a formiga na espuma de mandioquinha!

Mais infos:

Banzeiro

Endereço: Rua Liberator, 102 – Nossa Senhora das Graças

Horário de Funcionamento:  seg-qui 11h30-15h30 – 18h30-23h30 | sex-sáb 11h30-16h – 18h30-23h30 | dom – 11h30-16h – 19h-22h


Moquém do Banzeiro:

O Moquém é o filhinho mais novo do Banzeiro. Ali, a maioria dos pratos preparados por Felipe são feitos na brasa. O que justifica o próprio nome do restaurante, Moquém é tipo uma churrasqueira indígena, feita de pedaços de pau, onde eles assam e defumam seus peixes.

O restaurante fica dentro do Manauara Shopping, mas não se engane, pois ele é amplo, luz discreta e segue com decoração cheia de referências indígenas.

Foi ali que comi o melhor prato de toda a viagem (logo no primeiro dia, sorte a minha), a costelinha de tambaqui na brasa com molho agridoce com base de pimenta murupi. É simplesmente ESPETACULAR, super super saboroso, e parece bizarro comer uma costelinha de peixe, mas olha é uma experiência deliciosa.

Além da costelinha, vale experimentar as barquinhas de tapioca com queijo coalho e tucumã, banana pacovã frita com açaí, pirarucu defumado com bacon de pirarucu e o de banana marinada com mel de jandira e puxuri. Todas deliciosas e elaboradas com ingredientes amazônicos. As barquinhas saem por R$24, a costelinha não me lembro. :/

Vale a visita com certeza! Sente pra tomar uns bons drinks e apreciar uma comida manauara de primeira.

as barquinhas!

Mais infos:

Moquém do Banzeiro

Endereço: Av. Jorn. Umberto Calderaro Filho, 455 – Adrianópolis

Horário de Funcionamento:  seg-sáb 11h30-23h30 | dom 11h30-22h


Abaré:

O Abaré é um bar flutuante (isso, fica localizado no meio do Rio) que fica bem longe do centro da cidade. Você consegue chegar lá de uber, e ó, não se assuste, parece que você está indo pro meio do nada, mas uma hora você chega lá. Assim que entrar na estradinha de terra fique de olho do seu lado esquerdo, onde você verá uma placa bem grande anunciando a entrada do Abaré. Chegando lá, você abre a sua comandinha, desce uma mini estradinha de terra no meio das árvores e espera o momento em que o barquinho vem te buscar.

*Pode acontecer de você cruzar com a Chica, uma macaquinha muito simpática, que vai pedir um pouco da sua atenção (ou um pedaço de alguma coisa que ela possa comer).*

Depois que entrar no barquinho são 2 minutos pra chegar no amplo Abaré. É um bar tipo esses de praia mesmo, bem simples, com cadeiras e mesas de plástico, porééém, ele fica no meio do rio, tudo calmo e silencioso, exceto pelo som ambiente do local ou pelo ranger do motor de alguma lancha que passeia por ali. É uma delícia. Dá pra perder ganhar boas horas do seu dia apreciando a vista e tomando bons drinks.

Tem uma área super gostosinha, tipo um lounge, com sofás estofados, que dá pra ir com seu crush, amigos ou até fazer sua festinha de aniversário. É uma vibe bem legal de curtir!

Para almoçar pedimos um Tambacrispy, que serve duas pessoas. É um tambaqui empanado, acompanhado de  saladinha e arroz thai. É realmente beeeem servido, o peixe é enorme! Comida simples, porém gostosa. Esse prato custou R$75,00.

Ouvi dizer que rolam allllltas festas babadeiras que vão até o amanhecer. Vale conferir!

Se você for de uber, pra ir embora é um tempinho chato de espera, porque eles demoram pelo menos meia hora pra chegar até lá, então dica: peça o uber bem antes de sair do bar, pra não ter que ficar esperando na entradinha solitária na estrada de terra.

Mais infos:

Abaré SUP and Food

Endereço: Estrada Iate Clube – Tarumã

Horário de Funcionamento:  dom-seg 9h-19h | ter-qua 9h-20h | qui 9h-19h | sex 8h-19h


Borogodó:

O Borogodó me foi muuuuito recomendado como um point delicinha da cidade. A minha impressão ao ver as fotos e fazer uma breve pesquisa na internet, é que se tratava de um bar grande, super lotado, com várias opções de drinks e finger foods, maaaas pra minha surpresa, ao chegar lá, me deparei com uma pequena porta de vidro e um restaurante tímido com pouquíssimas mesas bem próximas umas das outras. Só não me enganei com uma coisa: estava realmente lotado e assim permaneceu a noite inteira. Saía uma mesa, entrava outra.

Ficamos sentadas bem perto do bar, que é onde também são preparados os pratos, e pudemos observar uma atmosfera de muita camaradagem. Todo mundo se ajudando, sabe? Uma coisa bem caseira. Fomos recebidas por uma das proprietárias, a Sarah, que foi super simpática e atenciosa.

No cardápio, 4 ou 5 opções de finger foods e 2 pratos pouquinho mais elaborados, alguns drinks diferentões, e bem pertinho da gente, ali na outra parede, uma geladeira com alguns rótulos de cerveja, refrigerantes e água.

Tudo bem barato. Pedimos a famosa linguiça na cachaça e os dadinhos de tapioca com tucumã. Ouvi dizer que o cardápio costuma mudar, então é sempre uma surpresa.

Levamos de presente uma bela cocada (enooorme), que estava deliciosa.

Mais infos:

Borogodó

Endereço: Av. Jorn. Umberto Calderaro Filho, 955 – Adrianópolis

Horário de Funcionamento:  qui-seg 18h-23h


Caxiri

Os proprietários do Caxiri são paulistas, mas a comida é tradicionalmente manauara.

Localizado no centro (do ladinho do hotel Villa Amazônia), com vista privilegiada pro cartão postal da cidade, o Teatro Amazonas, o Caxiri é um restaurante que entra naquela categoria “chicudo” (bem chic), com decoração cheia de referências indígenas e um cardápio recheado de opções e preços um pouco salgadinhos. Eles sugerem que você faça a sua reserva antes de aparecer por lá, porque o espaço não é grande, e está sempre muito cheio.

A pequena portinha com uma placa singela anunciando o restaurante, dá entrada à um casarão imponente. Quem nos recebe são garçonetes muito simpáticas, que nos colocam em uma das mesas com uma vista bem bacana para o Teatro. Luz baixa e um clima gostosinho.

De entrada, pedimos palitinhos de tapioca, queijo coalho e puxuri, de comer rezando com o melado de cana. Para o prato principal, experimentamos o pirarucu gratinado (com batatas, banana, tomate leite de coco e parmesão) que acompanha arroz com jambu, e o pirarucu grelhado na chapa de carvão com cevadinha de vegetais no tucupi, folhas PANC (plantas alimentícias não convencionais) coalhada seca artesanal e farofa de castanha com especiarias. O gratinado foi R$72 e o grelhado saiu por R$68, a entradinha foi R$34. Os pratos são individuais.

Tudo bem levinho e delicioso. Tempero na medida. É caro? É, mas vale pra um jantar especial.

Mais infos:

Caxiri

Endereço: Rua 10 de Julho, 495 – Centro

Horário de Funcionamento:  dom 12h-16h | seg 11h30-15h | ter-sáb 11h30-15h 19h-23h

Dicas Extras!

  • Você precisa da vacina de Febre Amarela pra embarcar pra Manaus. Lembre-se de se vacinar com antecedência, porque a vacina só começa a valer depois de 10 dias.
  • A alta temporada lá é entre junho e agosto, que é o verão deles. Se você se arriscar ir em dezembro, janeiro, fevereiro (que é verão na maioria das cidades do Brasil), o tempo estará meio friozinho e bem chuvoso! Então, se quer calor e agito, se organize pra ir pra Manaus no meio do ano.
  • Não vá embora de lá sem experimentar o Tucumã, a farinha de Uarani, o Açaí (que é diferente de quem mora aqui no sudeste, não tem açúcar), os Peixes de rio (pirarucu, tambaqui, matrinxã), uma boa caipirinha de Cupuaçu, algum prato feito com o Puxuri ou Cumaru. Se é regional, EXPERIMENTE.
  • Faça os passeios! Conheça uma tribo indígena e vá dar um mergulho em Presidente Figueiredo. Mas feche com alguma agência, eles vão te guiar e você vai aprender o montão sobre a história da cidade de Manaus.
  • O MUSA é longe, mas subir na Torre Panorâmica e ver a Floresta Amazônica do alto é IMPAGÁVEL!

Tudo isso que te contei aqui em cima, eu mostro em 2 vídeos bem elaborados, com imagens de todos estes lugares e de todas as comidas típicas. Dá o play pra ver esses lugares que passei :)

Até a próxima viagem!

Beijo Beijo,