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Alter do Chão: o Caribe Amazônico | Onde comer, se hospedar e quais passeios valem a pena!

Alter do Chão – o Caribe Amazônico, um paraíso escondido no norte do Brasil!

Alter do Chão é uma vila que fica localizada em Santarém, município do estado do Pará, lá no norte do Brasil. O lugar é banhado pelo super conhecido rio Tapajós e foi eleito pelo jornal The Guardian como o destino com praias de água doce mais lindo do mundo, ganhando assim o título de “O Caribe Amazônico”. O rio é tão extenso que não é possível ver o outro lado da margem. Pode ter certeza que você vai se ver perguntando “como é que é rio, se não dá pra ver o fim?!”.

O clima é equatorial, quente e úmido, e as praias são cristalinas, quentinhas, de areias brancas e fininhas. As estações do ano podem mudar completamente o visual do lugar. Em época de cheia, as praias ficam quase que encobertas pelas águas do Tapajós, e na baixa, os bancos de areia dão lugar para os turistas curtirem uma praia. O lugar é paradisíaco e vale ir em qualquer época do ano. Tem que ir de peito aberto pra encarar uma cultura diferente e experiências peculiares, que só a região norte pode oferecer.

A culinária local é baseada nos peixes de água doce (pirarucu, tambaqui, acari, tucunaré, filhote…), muita farinha, tapioca, e diversas frutas diferentonas que você, muito provavelmente, só vai encontrar no norte do país.

Eu fui no ano novo (2018/2019), me apaixonei e fiz questão de voltar com o meu novo projeto, que é o Torrada Escapes, onde eu monto grupos para viajantes, que não tem companhia pra visitar certos destinos, ou que gostam de conhecer gente, explorar o mundo sozinhos, ou que só tem preguiça de criar um roteiro. O primeiro destino certamente foi Alter do Chão, um lugar que me identifiquei muito, e que as pessoas visitam pouco. Organizei, com a minha equipe, toda a viagem, itinerário, passeios, restaurantes, pousada, barco… e um grupo de 7 pessoas (desconhecidas entre si) topou embarcar comigo nessa aventura pra conhecer um pouco mais do nosso Brasil.

Se você ainda não foi, quer ir e não sabe muito sobre o lugar, segue aqui embaixo uma lista de coisas, passeios, praias e restaurantes que você não pode deixar de fazer quando estiver em Alter do Chão. Claro que esse post é baseado na minha experiência por lá.

*E se quiser saber quais serão as próximas viagens do Torrada Escapes, fica de olho no Instagram @torradaescapes, que sempre vai ter novidade por lá.

O que você precisa saber antes de ir para Alter:

  • não é necessário, mas é recomendado ter tomado a vacina de Febre Amarela;
  • o clima é úmido e quente o ano inteiro, e portanto, as estações do ano não são bem definidas;
  • o melhor período para conhecer Alter e curtir as praias é de agosto a novembro, que é quando as águas abaixam. O período de cheia (que é quando mais chove, e o rio sobe, cobrindo as praias e trilhas) é de março a junho. Se você optar ir pra lá na cheia, não quer dizer que não terá nada pra fazer, mas será uma outra experiência. É possível visitar os Igarapés, a Flona e também a Floresta Encantada. Alter tem turismo o ano inteiro, basta entender qual é a proposta de viagem que você pretende fazer;
  • o aeroporto mais próximo é o de Santarém, que fica a 30km da Vila de Alter. Você pode chegar até o vilarejo de ônibus, carro alugado (100 reais  por pessoa em média) ou táxi (de 70 a 100 reais)- o percurso dura mais ou menos 40 minutos. Dá até pra chegar de barco, caso você esteja disposto a fazer uma viagem mais longa – são mais ou menos 3 dias partindo de Belém ou Manaus.
  • quantos dias devo ficar? eu aconselho por volta de 7 dias. Menos que isso fica difícil conhecer todos os pontos mais legais ou a viagem fica corrida demais;
  • Alter do Chão fica no meio da Floresta Amazônica, então prepare-se para muitos bichinhos e bichões que podem surgir enquanto você passeia por lá.

O que você não pode deixar de fazer:

ILHA DO AMOR: a ilha do amor fica no centrinho de Alter do Chão e é o cartão postal do vilarejo. Na baixa, os bancos de areia aparecem e é possível sentar nas barraquinhas e curtir o dia por lá. Para acessar a ilha, nessa época você consegue atravessar o rio a pé mesmo, mas sempre terão os canoeiros disponíveis pra levar as pessoas do centro pra ilha o dia todo. As águas são quentinhas e o rio fica super raso, até quem não sabe nadar, consegue aproveitar. Turistas e locais dispõe suas cadeiras na beirada do rio (onde podem ficar sentados, mas com os pés na água) e passam o dia todo curtindo a praia de águas doces. O famoso lago verde banha a Ilha do Amor e também funciona como caminho pra conhecer outras praias e cantinhos lindos de Alter. Pra conhecer esses lugares um pouco mais reservados mais a fundo, você pode alugar um caiaque ou contratar um canoeiro pra te levar. Na alta, os bancos de areia da Ilha desaparecem, e o rio chega a cobrir quase todo o telhado das barracas.

 

CARIMBÓ NO “ESPAÇO VILA ALTER”: Carimbó é uma dança típica indígena, muito forte e significativa no estado do Pará. O ritmo é uma espécie de batuque, e pra dançar tem que estar descalço, homens geralmente com calça branca e as mulheres com as longas saias rodadas.  É quase que um ritual. Se você for pra Alter, tem-que assistir pelo menos um show de Carimbó, e se for possível, ter uma aula pra aprender como é que se faz. No Espaço Alter, um espaço cultural, bar e restaurante, que fica localizado bem no centrinho de Alter, tem Carimbó todo o final de semana! Vale chegar lá, pedir uma caipirinha de cupuaçú, um dadinho de tapioca e apreciar (ou dançar junto) com os locais. Se não tiver rolando Carimbó por lá, o que é muito raro, mas aconteceu quando eu fui, na praia em frente ao centro, uma galera se reúne todo fim de semana, pra dançar e cantar o tal carimbó. Nós descemos lá e nos misturamos com os locais. Vale a pena sentir essa energia.

 

CENTRINHO DE ALTER: é no centrinho que você vai ter contato com a população do vilarejo. Diversas barraquinhas distribuídas em volta da praça, que vendem um pouco de tudo o que eles tem por lá: doces com frutas da região, sorvetes, artesanatos locais, temperos e molhos… Em volta do coreto, ali pertinho da igreja, ficam sentados os hippies, uma galera tocando violão, crianças brincando e as famílias curtindo. À noite, as calçadas são tomadas por mesinhas, que ficam na frente da fachada dos restaurantes mais badaladinhos, como por exemplo, o Do Italiano. O centrinho familiar, dá lugar ao cenário boêmio,  com clima de curtição.

 

MORRO DA PIRAOCA: O morro da Piraoca é um dos pontos mais altos da região. Dizem que é de lá que você vai ver um dos pores do sol mais lindos de Alter do Chão. É possível chegar até o topo através de uma caminhada leve de menos de 1h, saindo da Ilha do Amor. De lá você terá vista privilegiada para a vila de Alter, Rio Tapajós, Lago Verde, o Lago das Piranhas e a Ponta do Cururu. E aí você vai conseguir entender a imensidão da beleza do nosso Brasil. Para encontrar o ínicio da trilha até o morro, pergunte aos locais (eles vão saber te guiar) ou tente um app de mapas. Quando encontrar a entrada, todo o resto do caminho será bem sinalizado e aí é só seguir as placas. Você não precisa necessariamente ir com um guia, mas também existe essa possibilidade, caso você queira se sentir mais seguro.

 

PÔR DO SOL NA PONTA DO CURURÚ: A ponta do Cururu é onde as pessoas disputam lugar pelo Pôr do Sol mais famoso da região. É um fino banco de areia nas margens do Rio Tapajós, que serve de arquibancada para turistas e locais curtirem um verdadeiro espetáculo! Barcos e lanchas estacionam por ali para acompanhar o sol caindo laranjinha. O lugar não tem nenhuma estrutura de quiosques, restaurantes, etc. O lance é parar e aplaudir o nosso astro sol! Dá pra chegar lá de barco, lancha e pra quem estiver mais disposto, a pé (o caminho da Ilha do Amor até lá é de 2h mais ou menos). Nós apreciamos a vista do barco em que estávamos e é realmente impressionante. Um pôr do sol de tirar o fôlego. TEM-QUE-IR!

 

PRAIA DE CARAPANARI: Uma praia calma, sem muitos turistas, com pouca infra estrutura (na real só o que tem ali pertinho é o restaurante do Saulo, mas não tem quiosques na areia), águas rasas e super quentinhas. Se você for no restaurante do Saulo, não pode deixar de descer pra praia pra curtir o fim do dia silencioso por ali. Pra chegar até a praia, você vai atravessar uma charmosa ponte. Aí é só estender a canga e assistir o dia passar.

 

LOJA DE ARTESANATO ARARIBÁ: Não vá pensando que só porque você está no norte do país, no meio da floresta amazônica, que vai conseguir garimpar peças feitas pelos locais por um precinho baixo. Lá em Alter, eles tem uma variedade de produtos feitos pelos indígenas e com matéria prima de lá, que é surreal. Tem muita coisa bacana, que você vai querer levar pra enfeitar sua casa ou algum adorno pra deixar seu look super brasileiro. Mas já vá com isso em mente: é tudo muito caro. Nós fizemos uma parada na loja Araribá, que fica bem perto do centrinho. É uma loja grande, cheeeeia de opções (como eu disse aqui em cima), uma mais linda do que a outra (é de enlouquecer). Eles trabalham com um tipo de catálogo, ou seja, cada produto tem uma etiqueta com um código, e você pesquisa no catálogo o valor (o que às vezes pode ser assustador he he). Mas ó, vale a ida até a loja, porque têm várias coisas que você só vai encontrar lá: pulseiras, colares, bolsas (as mais lindas), redes, cestos, cumbucas, colheres, chapéus, jogos americanos…. é muita coisa incrível mesmo! Então separe uma graninha pra gastar por lá e prestigiar a cultura local.

Pra dar pra entender um pouco do valor, eu comprei uma pulseirinha de pano e o valor era R$30,00.

 

FLONA (Floresta Nacional do Tapajós): A Floresta Nacional abrange 4 municípios do Pará: Belterra, Placas, Aveiro e Rurópolis. O melhor jeito de chegar lá é através de Belterra, que fica localizada a 40 km de Alter do Chão. Eu fiz esse trajeto de barco, mas é possível fazer por terra. Existem alguns tipos de trilha, mas nós optamos pela que totaliza 11km ida e volta. Então fica o aviso: vá preparado para uma longa caminhada, cheia de subidas e descidas. Existem algumas opções em que a turma pode parar pra almoçar com a comunidade ribeirinha – deve ser uma experiência deliciosa.

Chegando lá, após preencher um formulário (uma rápida burocracia), um guia local te acompanhará em uma trilha de 5km que levará até um Igarapé (que é um curso de rio ou canal, raso, que corre no interior da floresta, e só podem ser percorridos por embarcações pequenas, como canoas). Nesse percurso, esse local vai contar um pouco sobre as árvores, animais, insetos e se você quiser entender mais da cultura de quem vive ali, é só perguntar, que timidamente eles irão responder. É um povo muito simpático, disposto e muito orgulhoso das origens. Durante o caminho você vai conhecer Jatobá, Copaíba, Breu Branco, entre tantas outras… e claro, a famosa, Samaúma, uma árvore imponente de muitos mil anos, ela é tão grande, que você olha pra cima e não consegue ver o fim. Esse momento é mágico! Hora de respirar, sentir e energizar.

Depois de curtir a energia da Samaúma, seguimos o caminho até o Igarapé, que te recebe com água geladinha e cristalina. É o momento de relaxar e refrescar. Eles dizem que é a água mais pura pra beber, então, se jogue na experiência completa! Só lembre-se de não pular de cabeça de jeito nenhum, o rio é super rasinho.

Após esse mergulho gelado, hora de voltar. O caminho de volta é um pouco mais tranquilo e não tem tantas subidas. Mais 5km e voltamos ao vilarejo de Belterra. Se você nunca visitou a Floresta Amazônica, vale cada segundinho.

PARA DEIXAR SUA VIAGEM MAIS ESPECIAL: SE HOSPEDE ALGUNS DIAS EM UM BARCO

Aqui vai uma sugestão muito pessoal, mas valiosa. Se você tiver a oportunidade de fechar um grupo de até 12 pessoas, que estejam dispostas a morar em um barco por 3 dias, vá sem pensar duas vezes. Essa foi uma das experiências mais bacanas de toda a viagem, é onde você consegue se conectar com a natureza o tempo inteiro.

Nós alugamos esse barco com capacidade para 12 pessoas com o Marcelo (da Marupiara Expedições), que é um paulistano que largou sua vida na selva de pedras, pra viver do turismo em Alter do Chão, lugar que ele se apaixonou perdidamente. O cara sabe tudo da região e com certeza vai te levar pra conhecer todos os lugares imperdíveis de lá.

O barco tem uma estrutura bem bacana, são 6 quartos (um deles de casal, outro cabem 4 pessoas e os outros cabem 2 pessoas cada), pelo menos 4 banheiros, cozinha completa e super equipada, mesa pra 10 pessoas comerem sentadas e a área de lazer na parte de cima do barco, onde é possível tomar sol, descansar nas redes ou só apreciar o pôr do sol. Tem uma equipe de 2 cozinheiras, que fazem comida caseirinha e deliciosa, no café da manhã, almoço e jantar, o capitão do barco e mais um assistente. Tem energia elétrica (sempre quando o barco está ligado), então pode ficar tranquilinho que você consegue carregar equipamentos e celulares, e tomar um banho bem gostoso (só não é muito quente, mas ah, quem precisa de banho quente nesse lugar, minha gente?!). O barco não balança, não dá enjoo e é super seguro.

E as experiências que eles nos proporcionam são inesquecíveis. Da comida local e caseira, até um mergulho quentinho no Rio Tapajós. A equipe é muito simpática e prestativa. Pra entrar com as bagagens no barco é um pouco complicado, porque esse “trajeto” areia-barco é feito através de uma tábua, que em contato com o rio fica bem escorregadia, mas ó pode ficar tranquilo, que eles vão te ajudar com tudo.

No primeiro dia nós partimos de Alter do Chão, passamos pela praia do Pindobal, pela Praia de Cajutuba e dormimos na ponta do Maguari, aqui vimos um pôr do sol lindinho e o céu ficou rosado até o anoitecer (é muito louca essa sensação de dormir em uma praia completamente deserta, no meio do Rio Tapajós).

No segundo dia fomos até Belterra, onde fizemos a trilha na FLONA. De lá demos um rolê na praia do Muretá, e partimos para o espetacular pôr do sol na Ponta do Cururu (dormimos por lá).

De madrugada fizemos o trajeto do Rio Tapajós para o Rio Arapiuns (essa foi a única hora que o barco balançou um pouco, mas não se assuste, é assim mesmo. Como o barco está saindo de um rio pra navegar pelo afluente, esse trajeto fica um pouco turbulento, mas em mais ou menos 40 minutos você chega lá). Curtimos o dia na praia de Urucureá (pra quem for pra lá, a sugestão é conhecer a comunidade ribeirinha de Urucureá, mas nós não conseguimos ir), no entardecer fomos para a Ponta do Icuxi (praia desertinha e linda) mergulhamos no rio, até tomamos banho (com sabonete biodegradável) e foi onde fizemos uma aula de Yoga, presenteadas com um pôr do sol de tirar o fôlego, pra fechar nosso último dia. Lá mesmo nossa tripulação preparou um jantar super especial na areia, à luz de velas.

No dia seguinte voltamos para o Rio Tapajós e curtimos o dia na praia de Muretá. De lá, voltamos para o CAT(Centro de Atendimento ao Turista) de Alter, que é de onde os barcos saem e ancoram. E pegamos uma van até o aeroporto.

Essa é uma experiência absolutamente surreal e transformadora, além de muito divertida. Vale cada centavo. Você nunca mais vai esquecer dos dias que viver ali.

Existem também outras opções de barcos com acomodações mais simples, alguns até em que é possível dormir em redes. Também é uma vibe, vai depender muito do tanto de conforto x aventura que vocês está buscando :)

Mais infos sobre a Marupiara Expedições: https://www.facebook.com/marupiaraexpedicoes/

Os restaurantes que você não pode deixar de ir:

A CASA DO SAULO

O super premiado restaurante do Saulo fica localizado na silenciosa praia de Carapanari. É um rolezinho do centrinho da cidade, pelo menos meia hora. Mas te garanto que vale cada minutinho.

O lugar é delicioso, muito arborizado, espaçoso, com vista pro rio. A decoração é rústica e cheia de itens que remetem a cultura local. Ao chegar, você pode experimentar um caldinho de pirarucu – delicioso – por conta da casa. Os garçons são simpáticos e prestativos.

Mas quem é o Saulo? O cara trabalhava em uma multinacional, comprou uma propriedade no meio da Amazônia, largou tudo e foi dar aulas de kitesurf na praia. Ele cozinhava para os alunos, e a comida fez mais sucesso do que as aulas. O restaurante começou a funcionar apenas pra 20 amigos, e diante de todo o sucesso, conseguiu ampliar o espaço, dando lugar pra 280 pessoas curtirem sua culinária local. Até hoje, lá é onde ele mora com a mulher e os filhos. O cara, apesar de ser um chef premiado, é gente como a gente.

Entrei em contato com ele, pedindo um tipo de menu degustação para a turma que viajou comigo e ele preparou um verdadeiro banquete! De entrada, a famosa farofa de piracuí com banana da terra (com uma pimentinha de tucupi fica show) e um mix de petiscos (bolinho de piracuí frito, dadinho de tapioca e pirarucu empanado).

De pratos principais, tivemos caldeirada de pirarucu, piracaias de tambaqui, surubim e ventrecha (piracaia é uma técnica usada, eles preparam os peixes em uma churrasqueira na areia), filé de peixe grelhado com creme de castanha do Pará, camarão e banana da terra, filé de peixe ao molho de tomate fresco, com banana da terra e queijo, gratinado no forno, risoto vegano de tucupi com jambu. E de acompanhamentos húmus de feijão Santarém, vinagrete de feijão Santarém, banana da terra assada, arroz, arroz verde e UFA, farofa!

A comida estava absolutamente incrível, um destaque para o “boto”(filé de peixe ao molho de tomate com banana da terra gratinado), e para o vinagrete de feijão Santarém, absolutamente saboroso e super tradicional. Pra beber: caipirinha de cupuaçu ou a famosa cerveja Tijuquinha. Depois de comer muito, vá descansar na praia de Carapanari que fica bem na frente (contei um pouco lá em cima). Como fizemos um “menu degustação”, combinamos um valor de R$80 por pessoa (sem as bebidas). Super super justo. Sobrou bastante comida pro jantar. ;)

Ps: O Saulo também é o principal chef do famoso ano novo de Alter, o Vai Tapajós!

Endereço: Rodovia Interpraias, S/N – Km 4 Curuatatuba – São Francisco do Carapanari, Santarém

Horário de Funcionamento: ter-sex 11 às 16h | sáb-dom 10h às 18h30

Mais infos: https://www.instagram.com/casadosaulo/

 

DO ITALIANO

O restaurante Do Italiano fica no centrinho de Alter, bem na praça. É super charmosinho, com luzinhas penduradas na fachada, bem intimista (não tem muitos lugares, então é bom reservar antes de chegar), e tem aquela decoração com pegada indígena, mas um pouco mais cool.

O atendimento é mais lento e a comida não emociona, mas vale ir tomar uns drinks (que são bem gostosos), e se eu puder recomendar um prato que é realmente gostoso: Spaghetti com Camarão e Jambú – vai nessa que você não erra. O valor do prato fica por volta dos R$50 reais.

Ps.: Não vá de pizza, não vale a pena.

Endereço: Praça 7 de Setembro – Alter do Chão

Horário de Funcionamento: todos os dias – 17h às 00h

Mais infos: https://www.instagram.com/doitaliano/

 

SORVETERIA NIDO

A Sorveteria Nido fica no centrinho de Alter, também na praça. Eles tem diversos sabores diferentões, e é essa que é a graça do rolê. Tem-que ir, mas tem-que pedir um sorvete que você nunca tenha tomado. A minha recomendação: sorvete de tapioca! É delicioso, tem pedacinhos e lembra um pouco coco. Mas tem também, sorvete de açaí, graviola, castanha do pará, cupuaçu…

Dá pra experimentar um de cada antes de escolher o seu preferido ;)

Endereço: Praça 7 de Setembro – Alter do Chão

Onde se hospedar:

Pousada Alter

A Pousada fica a 15 minutos de carro do centrinho da cidade. A dona, Denise, veio de São Paulo e abandonou uma vida lá, pela paixão por Alter do Chão. É super atenciosa e tem muito carinho pelo seu cantinho, que tem horta, cachorrinhos soltos e plantação até de abacaxi.

O lugar tem poucos quartos, que são casinhas confortáveis e espaçosas, alguns deles com duas camas, outros com cama de casal e mini cozinha. Todos são suítes. E você pode ou não pendurar a rede do lado de fora do seu quarto.

Nos fundos da pousada tem a pequena cozinha, que de manhã funciona como buffet de café da manhã e de noite como um barzinho. O ambiente é super agradável, todo arborizado e é como se você estivesse em um sítio, inclusive, provavelmente vai acordar com o galo do vizinho cacarejando. A decoração é baseada na cultura local, com itens indígenas e uma pegada mais rústica. Tudo muito fofo!

No café da manhã, tapioca preparada na hora, suco de graviola, abacaxi ou cupuaçu, e algumas frutinhas, pães e geleias. Tudo bem caseiro.

Vale a pena se hospedar por lá. A equipe é muito simpática e hospitaleira, e a pousada tem uma super vibe boa.

Um alerta: você vai acabar de deparando com algumas baratas e possíveis aranhas – afinal, estamos no meio da Amazônia, certo?!

Endereço: Rodovia PA 457 Km, Estr. Santarém Alter do Chão, 25, Santarém

Mais infos: https://www.instagram.com/pousadaalter/

O que você não pode sair de lá sem comer:

  • Açaí (o verdadeiro) – lá eles comem açaí sem açúcar, sem granola, sem leite condensado. A ideia é comer o açaí puro, bem aguado, não tão gelado. E por cima eles colocam farinha ou tapioca em flocos. ah! Eles dão umas pedras de gelo e um pouquinho do açúcar, pra quem é turista e não está acostumado com o gosto amargo do açaí tradicional. E lá, ele também funciona como acompanhamento para os pratos salgados, tipo peixe.
  • Farinha de Uarini – a farinha de mandioca d’água é super tradicional por lá e é acompanhamento de quase todos os pratos. É um pouquinho mais amarelada, super crocante e saborosa. É uma das coisas que mais dá saudade quando você vai embora de lá.
  • Molho de Tucupi  – o tucupi é um caldo extraído da mandioca brava (quando descascada, ralada e espremida), que é fervido e fermentado por pelo menos 3 dias. Isso se dá, porque a mandioca brava é venenosa, e se esse caldo não for cozido da maneira correta, pode matar. Eles fazem diversos pratos a base desse molho, que tem um sabor bem imponente.
  • Suco, caipirinha, sorvete ou creme de Cupuaçu – Cupuaçu é fruta típica do norte do país e eles usam pra fazer diversas receitas, então tem que experimentar.
  • Piracaia – a piracaia é um modo de preparar o peixe. Normalmente é à noite, que os locais preparam uma churrasqueira na areia e preparam o peixe ali mesmo, a luz da fogueira e do luar. Pode ser qualquer um dos peixes da região. A que eu comi era de Tambaqui. O nome do tupi guarani, significa Peixe Queimado (pira – peixe, caia – queimado).
  • Pirarucu – é um dos maiores peixes de água doce que existem. Ele é super levinho, não tem aquele sabor forte de peixe (de mar, sabe?!), o gosto dele é, inclusive, bem parecido com o do frango, até mesmo a textura. Ele é preparado de diversas maneiras, na caldeirada, grelhado, frito, gratinado, na piracaia… de qualquer jeito ele fica delicioso.
  • Farofa de Piracuí com Banana da Terra – essa receita você vai encontrar em qualquer canto de Santarém. Todos os restaurantes têm. O Piracuí é uma iguaria feita de peixe seco triturado ou desfiado (normalmente ele fazem com o acari) e eles usam essa farinha de peixe pra fazer uma tradicional farofa, que eles incrementam com cebola, coentro, alho, tomate, pimenta e banana da terra. Eu, particularmente, acho o sabor forte, mas acho que tem que experimentar.
  • Vinagrete de Feijão Santarém – esse vinagrete também tem em todos os lugares de Alter, é um acompanhamento super local. Eles usam o feijão manteiguinha de Santarém (é bem pequenininho, e o mais parecido que temos aqui no sudeste é o fradinho, que ainda é maior do que o deles), coentro, e o resto dos ingredientes de um bom vinagrete, tomate e cebola bem picadinhos, azeite e vinagre.
  • Banana da Terra – banana da terra eles usam em todos pratos. Assada, cozida, frita, empanada… É ingrediente essencial na culinária deles, e deixa tudo ainda mais delicioso.
  • Bolinho de Camarão com Banana da Terra – comemos esse bolinho em um restaurante que não é tão gostoso de Alter (o Farol da Ilha), mas que ganhou muitos pontos por causa desse petisco delicioso. Um senhor bolinho, com massa de banana da terra, cheia de sabores, com bastante camarão. Com molho de tucupi fica perfeito!
  • Tacacá – o tacacá é tipo uma sopa, feita com a base do caldo de tucupi, goma de tapioca, jambu e camarão seco. É mais tradicional em Belém do Pará, mas lá eles também consomem bastante. É super temperado, e nesse prato, o jambu “treme” e deixa sua boa dormente.
  • Maniçoba – eles chamam de “feijoada paraense”, lembra bem o gosto, mas não tem feijão. No lugar do protagonista, o ingrediente principal é a maniçoba, a folha moída da mandioca brava. É necessário cozinhar as folhas da mandioca por uma semana, pra retirar o ácido venenoso, que comentei ali no item do tucupi. Depois de 7 dias eles cozinham com carne de porco e bovina, pra dar aquele gostinho de feijoada.

E aí? Conseguiu sentir o gostinho do que é esse paraíso?

Bora fazer as malas e viajar com destino ao nosso Caribe Amazônico?! Depois conta pra mim como foi a sua experiência lá nos comentários do canal.

Beijo e até a próxima viagem!